sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CIFOPLASTIA PARA TRATAMENTO DE FRATURA DA COLUNA VERTEBRAL TORÁCICA OU LOMBAR

    Cifoplastia é o nome do procdimento cirúrgico que visa o tratamento de fraturas de vértebras da coluna torácica ou lombar, sejam elas traumáticas, osteoporóticas ou patológicas (metástases principalmente). O procedimento é realizado pela técnica minimamente invasiva, com o auxílio do intensificador de imagens (raio X), deixa uma cicatriz de aproximadamente dois a três centímetros na região dorsolombar dependendo do nível a ser abordado.
   
    Uma câula é introduzida através de uma agulha de punção no interior do corpo vertebral, logo em seguida um balão é insuflado (foto) criando assim um espaço no interior do osso, que permite depois que ocorra a injeção de cimento ósseo nessa cavidade, fornecendo assim estabilidade e sustentação ao segmento lesado.
   
    O procedimento é realizado em aproximadamente 45 minutos, em determinados casos com anestesia geral, outros até mesmo com local e sedação, dependendo da presença de comorbidades.  Na prática o que se vê é uma excelente melhora da dor logo nas primeiras 24 horas após o procedimento. O paciente geralmente recebe alta no dia seguinte, ou em alguns casos até mesmo no dia. Especula-se que a liberação de calor durante a mudança de fase (solidificação) do cimento ósseo agiria nas terminações nervosas causando uma neurólise e ajudando ainda mais na alívio da dor.
    
    É um procedimento de relativo baixo risco em mãos de profissionais devidamente treinados, gera uma grande incidência de satisfação entre os pacientes tratados pelo método. Esse texto tem a finalidade de divulger ainda mais o método principalmente para médicos generalistas, estudantes de medicina e residentes, além também é claro principalmente para pacientes.  


Balão de cifoplastia.
Cânula posicionada no interior do corpo vertebral, introdução do balão, ainda desinsuflado.


Enchimento do balão com contraste para se ter o controle da cavidade criada.


Injeção de cimento ósseo.

Dr. Bernardo de Andrada
médico neurocirurgião



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ANEURISMA DA ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA - IMAGEM INTRAOPERATÓRIA

A foto mostra um aneurisma da artéria cerebral media após dissecção do vale Sylviano e preparo do seu colo para a clipagem. A foto foi tirada de um smartphone através da lente do microscópio, um antigo DF Vasconsellos, que ainda é muito utilizado para este tipo de neurocirurgia.
 
#neurocirurgia #neurologia #neuroanatomia #medicina #vascular #blogdoneurocirurgiao
 
Aneurisma da artéria cerebral média.



domingo, 21 de dezembro de 2014

TCE - contusão frontal - caso clínico

Paciente jovem, vítima de queda de moto sem capacete, admitido há aproximadamente 24 horas com agitação psico-motora, hálito etílico e desorientação. Evoluiu com sonolência, apresentando abertura ocular apenas aos estímulos álgicos, pronunciando palavras desconexas, disfásico, obedecendo aos comandos, apresentou um episódio de vômito. Escala de coma de Glasgow =  11 pontos.

A tomografia evidencia uma contusão frontal a esquerda, com edema cerebral adjacente e efeito de massa.

- tratamento cirúrgico x conservador ?
- há necessidade de UTI ?
- há necessidade de monitorização da PIC ?



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Parafuso Transfacetário para Estabilização Lombar

O parafuso transfacetário é colocado através da técnica minimamente invasiva, onde através de um guia e um sistema de retratores tubulares e com o auxílio do raio X, é possível introduzir o implante de maneira segura e com uma menor lesão de tecidos musculares adjacentes a coluna. A técnica possibilita a alta precoce do paciente e diminui a dor no período pós-operatório. Não pode ser utilizado em todos os casos, possui indicações específicas, trata-se de um método disponível para a realização de cirurgias minimamente invasivas da coluna vertebral.

#neurocirurgia #coluna #minimamenteinvasiva #spine


 
 
 

sábado, 13 de dezembro de 2014

HÉRNIA DE DISCO CERVICAL COM COMPRESSÃO MEDULAR

Esta foto evidencia uma grande hérnia de disco ao nível de C5-C6, além de outra menor em C6-C7. A primeira exerce notável efeito compressivo sobre a medula espinhal cervical. Apesar de a paciente queixar-se apenas de intensa cervicobraquialgia, há um considerável risco de déficit néurológico iminente. O tratamento cirúrgico é indicado a fim de se obter melhora da dor e também prevenir injúria neurológica permanente.

domingo, 7 de dezembro de 2014

FLEXIBILIZAÇÃO NO USO DO COLAR CERVICAL NO ATENDIMENTO À POLITRAUMATIZADOS

Um médico do Departamento de Biomedicina da Universidade de Bergen, na Noruega, vem defendendo uma maior flexibilidade no uso pré-hospitalar e hospitalar do colar cervical rígido no atendimento à pacientes politraumatizados. Ele argumenta que os benefícios sobre a estabilização da coluna cervical e a prevenção de danos neurológicos seriam limitados, se comparados aos potenciais riscos que pode oferecer, dentre eles o mais temido e potencialmente fatal, a broncoaspiração. O tema é bastante controverso pois envolve a prevenção de injúrias neurológicas e a dificuldade no manejo da via aérea, de qualquer forma, acredito que vale a leitura.

Em algumas ocasiões o risco de aspiração é importante, dentre delas se incluem os pacientes alcoolizados com tarumatismo craniano, que geralmente apresentam muitos episódios de vômitos. Um episódio de broncoaspiração neste paciente piora bastante o prognóstico do TCE.


Conheci o assunto neste link:

http://internetmedicine.com/2014/12/07/cervical-collar-r-i-p/

Jornaul of Neurotrauma
Prehospital Use of Cervical Collars in Trauma Patients: A Critical Review   
 
 
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Foto que circulou este ano pelas redes socias mostrando o uso incorreto do colar cervical.
 
 
 

HANGOUT: APRESENTAÇÃO DE NOVA PLATAFORMA DIGITAL PARA MÉDICOS - "REACTS"

Esse vídeo mostra o hongout no www.neurosurgical.TV, com a apresentação do Dr. Yanick Beaulieu  de uma nova plataforma digital desenvolvida no Canadá para a prática da medicina através de tablets, smartphones e computadores, o "Reacts".

O método é uma espécie de fusão de diferentes tecnologias de internet em prol da prática médica. É possível realizar videoconferências com múltiplos partcipantes, transmissões de cirurgias ao vivo, discussões interativas de casos clínicos, tutoramento a distância e, principalmente, uma ferramenta para o ensino. Trata-se de uma nova opção de transmissão de conhecimento para estudantes de medicina, acadêmicos, internos e residentes, além de ser um canal de interação de médicos generalistas com especialistas.

Seria um novo conceito de telemedicina? Muito interessante !